Boa tarde, people!
Amanhã faço mais um MTX e resolvi dar uma olhada no meu Protocolo de Tratamento, o GCBTO. Assim, como quem não quer nada, fui lá conferir quantas QTs exatamente ainda me faltam... hehehehe!
No entanto, outra coisa me chamou mais atenção: os números do osteossarcoma no Brasil. Coloquem reparo na epidemiologia e vejam como vim parar aqui:
Osteossarcoma: fatores epidemiológicos
1. Mais comum tumor ósseo maligno em crianças
Comments: Desde o primeiro diagnóstico, eu já não era mais nenhuma criancinha... façam idéia agora.
2. Idade-pico na adolescência, no estirão puberal
Comments: Também não sou mais uma adolescente e acho que nem passei pelo estirão... meus quase 1,50m não conheceram esse tipo de evento.
3. Mais frequente em meninos e negros
Comments: Sou menininha branco-amarelo-pardo.
4. Sítios mais frequentes são os ossos longos em rápido crescimento:
Fêmur distal
Tíbia proximal
Úmero proximal
Comments: Primeiro tive um diagnóstico na mandíbula... osso curtinho, curtinho. Depois, em uma vértebra na coluna lombar.
5. Tratamento multidisciplinar com quimioterapia neoadjuvante e cirurgia melhoram os índices de cura em 60-70%.
Comments: Não farei cirurgia. A expectativa é de que quimio e radio dêem conta do recado e espero eu que o índice de cura seja 100%... hehehe!
Agora a pergunta que não quer calar: como esse tumor veio parar em mim? O que está fazendo aqui? Isso não me pertence, nunca me pertenceu... hehehehe! De uma vez por todas, sai de mim, osteossarcoma... hehehe!
Mas se a vida me propôs viver esse desafio, fazer o que, não é? Há situações em que, infelizmente, não temos muitas alternativas. É enfrentar mesmo, com a cara e coragem. Daqui uns dias, a radioterapia começa e vamos que vamos. Assim que estiver tudo certo, volto para contar para vocês essa nova fase. Reta final cheia de emoções.
Bjo, bjo, bjo.