Depois do momento alforria da quimio, era hora de planejar a radioterapia. Esperei muito por esse dia porque, em suma, isso significava os últimos passos efetivos do tratamento. Agora, sim, eu poderia começar a vislumbrar o retorno à vida "normal".
Petrilli passou o bastão para Michael Jenwei Chen, pessoa de nome diferente, radioterapeuta do Albert Einstein, que não quer me libertar da radio para ir ao Intermed Minas 2012... hahahahaha!
Planejamento de radioterapia sempre é um caso à parte... acertar o campo, marcar tudo certinho, testar e torcer para que a máquina não pare na sua vez... Ficou definido, então, que eu faria 5 semanas de radio na coluna, totalizando 25 sessões. Nada mais, nada menos que isso nas minhas vértebras.
De antemão, já soube que, no decorrer das semanas, poderia sentir desconforto no trajeto do esôfago, a pele ficar meio avermelhada, ter fraqueza. Mas isso tudo viria a partir da décima aplicação. E, nesse caso, os efeitos colaterais também não são uma regra. Cada paciente reage de uma maneira.
O importante dessa fase é manter uma sequência boa de apliações, tentar controlar bem os efeitos colaterais dentro do possível, ter boa hidratação e cuidar da pele. Perto do que foi a quimioterapia, a expectativa é de que a radio seja mais suave, mansinha, sem muitos problemas. Amém, Senhor!
No mais, é tentar aproveitar bem os dias, ainda mais sem a responsabilidade da quimio. Curtir São Paulo, visitar lugares legais, passear, viajar nos finais de semana. E esperar aquele momento master pós-QT: a volta dos cabelos... hahahaha!
Bjo, bjo, bjo.