Desculpem-me os amigos homens, mas hoje esta postagem vai ser toda trabalhada para ELAS... minhas queridas amigas, parte fundamental da minha vida. Diretamente do salto alto!
Mário Quintana já dizia: "A amizade é um amor que nunca morre". Tenho aprendido isso nesse tempo em que estou "longe" das minhas amigas, aquelas que choram e riem comigo, independente da situação. O tempo passa, as rugas nascem, os corações se partem, mas as amigas ficam.
Na despedida de Montes Claros, inúmeras vezes, segurei as lágrimas ao dar um abraço em cada uma delas... e, numa fração de segundos, um filme passou em minha vida e minha vista, deixando-me com uma saudade tão grande do que já tínhamos vivido que, hoje, eu só posso agradecer por tudo. Mas eu me enganei achando que já as conhecia bem. Eu (RE)conheci minhas amigas agora, na distância, na doença, no sofrimento, na preocupação, no carinho, na comemoração de cada etapa vencida. Reconheci nas cartas lindas que me escrevem, nos lenços, nas almofadas, nos chocolates, nas mensagens, nos telefonemas, nas declarações sinceras de saudade, nas visitas.
Além das que eu tinha, ganhei muitas outras, unidas diante de tristezas e celebrações. Um presente nesse momento especial (sim, especial... minha vida não é uma tragédia grega!), em que tenho a oportunidade de me conhecer também, de uma maneira como poucos têm a oportunidade.
Cheguei à conclusão de que precisamos de mulheres à nossa volta e, se forem nossas amigas, melhor ainda! Mãe, avós, tias, primas, irmãs, cunhadas.
Confesso que, às vezes, somos mais chatas que os homens, porém, entre uma chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras, seja na farra ou na roubada. Minhas amigas, um contingente de bálsamo ao meu redor, andam me fazendo esquecer as alfinetadas da vida, oferecendo sempre um sorriso ou uma lágrima, dando uma boa dica de filme imperdível, de uma loja barateira ou não, e até mesmo de receitas para fazer a alegria dos meus adipócitos.
Competitivas? Talvez, mas isso não corrompe em nada nossa predisposição para o afeto, a compreensão dos medos comuns a todas, a longevidade de nossos pactos, a humildade para reconhecer quando estamos erradas e a nossa natureza de leoas, capazes de defender uma a outra, como uma mãe briga pelo filho.
Com minhas amigas, aprendi a compartilhar minhas virtudes e pecados, aprendi o quanto somos meigas e enérgicas ao mesmo tempo e como qualquer liquidação nos fascina. Brigamos, é verdade. Já tive desavença com muita gente, mas as amigas que, de fato valem a pena, ficaram aqui, lotando meu coração (ai, como amo!). Já me desentendi com tantas outras, mas para que temos unhas grandes? hahahahahaha... Todavia, em compensação, nascemos com o dom de detectar o sagrado das pequenas coisas e é, justamente, por isso que uma amizade nascida na escola pode fazer bodas de prata, ouro, diamante...






Sorry, girls! Não estou encontrando foto de todas! Mas prometo ir atualizando. Se quiserem ir mandando fotos inéditas, estou à disposição!
Puro Glamour!
Bjo, bjo, bjo.